04/10/2015

Brusque participa do II Encontro de Trabalhadores da Região Sul no Paraná

Sindicalistas de Brusque, integrantes dos sindicatos Sintrafite, Sindmestre, Sintimmmeb, Sintiplasqui e Sintricomb estiveram presentes nesta sexta-feira, 2, em Foz do Iguaçú (PR), onde aconteceu o II Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras da Região Sul. 

 

O evento foi organizado pelo Fórum Sindical de Trabalhadores Nacional e por federações de trabalhadores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Além dos sindicalistas, estiveram presentes políticos federais dos três estados e profissionais dos campos jurídicos e econômico.

 

Entre os temas discutidos na oportunidade estavam a situação econômica que passa o Brasil na atualidade, sustentabilidade das organizações sindicais, suas estruturas, Previdência Social, fim da terceirização, garantia de direitos trabalhistas e sociais, convenções151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho e a moralização e ética na política partidária.

 

O senador paranaense Roberto Requião (PMDB)    enfatizou que, embora ocupe cadeira no Congresso Nacional, não há boas perspectivas em torno de ações dos deputados federais e sanadores quanto a questões relacionadas aos trabalhadores e à situação de crise que vive o Brasil. “Não podemos esperar nada do Congresso Nacional. Temos que ter elementos para enfrentar o que vai vir do governo”, frisou ele.

 

Já o presidente da Federação dos Trabalhadores na Construção e Mobiliário do Paraná (Fetraconspar) e um dos organizadores do encontro, Geraldo Ranthum, apontou os problemas que o movimento sindical tem enfrentado com as tentativas de enfraquecimento de suas ações, principalmente com investidas do Ministério Público. “Os sindicatos dos trabalhadores não suportam essas investidas sobre as arrecadações. Precisamos tomar medidas urgentes”, destacou.

 

Presidente da Comissão Sindical da Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Paraná, o advogado Sandro Nicoladelli enfatizou a importância do fortalecimento das ações em defesa da liberdade de movimentos como o sindical trabalhista. “Democracia só funciona com instituições fortes. Os sindicatos desse país contribuíram com a democracia e merecem respeito, seja do Judiciário, do Ministério Público, do Ministério do Trabalho”, disse.

Do encontro surgiu um documento, intitulado Carta de Foz, no qual os participantes enfatizam a necessidade de maior atenção a temas relacionados às ações do movimento sindical trabalhista, bem como mudança na postura da condução do país em relação ao governo federal e pela moralidade na política.