Prefeito e secretário recebem relatório de sindicatos sobre visitas a UBSs

O Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região se reuniu na tarde desta quarta-feira, 29, com o prefeito de Brusque, Jonas Paegle, e o secretário de Saúde, Humberto Fornari. O encontro aconteceu no gabinete do prefeito e teve por objetivo entregar um relatório de situações detectadas em visitas  a quatro unidades básicas de saúde (UBS) na última segunda-feira, 27.

 

Entre os pontos observados pela comitiva estão falta de profissionais técnicos em enfermagem, médicos, equipes de Agentes Comunitários de Saúde e material de expediente. Além disso, problemas com alvarás de funcionamento de algumas unidades que estão vencidos. Na delas, desde 2016.

 

Um dos questionamentos feitos pelo Fórum foi quanto à abertura da UBS Limeira Alta, cuja obra está concluída, mas o espaço fechado para atendimento ao público. O prefeito Jonas Paegle disse que a conclusão e inauguração estão previstos para o próximo ano. 

 

O secretário Fornari refutou as colocações de que falta material de expediente nas UBS, um dos principais apontamentos feitos na maioria das visitadas. Segundo ele, todo material entregue às UBSs passa por registro na secretaria e os arquivos não apontam a falta de ítens. Ele chegou a dizer que se isso realmente procede então terá de ser aberta uma investigação para apurar para onde esses insumos estão indo.

 

"Como trazemos críticas aqui para vocês, eles levam la nos sindicatos. Ninguém vai para te elogiar. Só criticar", pontuou o sindicalista Julio Gevaerd, que também é presidente do Conselho Municipal de Saúde (Comusa).

 

Outros apontamentos feitos pelas visitas, segundo relato dos funcionários das unidades, é a falta de campanhas para chamar a população na aplicação de vacinas, por exemplo. Além disso, os próprios servidores estariam arcando do bolso gastos com alguns materiais para as atividades diárias. Itens de limpeza estão entre eles.

 

De acordo com o secretário Humberto Fornari, em relação aos itens das campanhas foram adquiridos materiais e encaminhados às unidades. Cada uma fica responsável pela melhor forma de desenvolver as ações naquela região.

 

A questão do atendimento ao público também foi discutida no encontro. Embora não tenha havido muita reclamação sobre isso, o secretário afirmou que a pasta tem buscado trabalhar essa questão.

 

"Precisamos cada dia treinar melhor nossos servidores que estão no balcão. Se ele não esta bem naquele dia, vá para dentro, faça outra atividade e deixe o atendimento nas mãos de quem esta melhor naquele dia. Isso resolve 90% do problema", frisou Fornari.

 

Os sindicalistas frisaram que a intenção das visitas às UBSs e da elaboração de um relatório entregue ao poder público é de auxiliar a Prefeitura na melhora dos serviços.

 

Não somos inimigos do prefeito e do secretário. É que a saúde nos sindicatos toma conta de grande percentual dos atendimentos. Quando fecha uma porta aqui fecha estoura a demanda pra nós. O que temos que fazer? Achar meios que possamos ajudar vocês e vocês nos ajudarem", destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintricomb), Izaias Otaviano.

 

O secretário Fornari disse que a situação da falta de dedetização em algumas unidades se deve ao atraso no processo de licitacão, que está parado desde maio. 

 

Em relação aos alvarás com prazo de validade expirado, foi determinado para que a Vigilância Sanitária providencie os documentos o mais rápido possível.

 

Convênios

 

Outra situação abordada foi quanto aos convênios da Prefeitura com os sindicatos e atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS) nas entidades. Fornari voltou a afirmar que a saída para o problema é os sindicatos darem contrapartida que viabilize a volta dos convênios. O economista João Batista Medeiros foi indicado pelo Fórum para apresentar um parecer sobre a legalidade dos convênios. Ele disse na reunião que é preciso construir uma forma de, juridicamente, viabilizar novamente os serviços. 

 

A advogada Sonia Crespi, da Procuradoria Jurídica da Prefeitura, disse que há a possibilidade de se firmar convênio entre as duas partes que não privilegie apenas uma parcela da população. 

 

"Se estabelecermos convênio, colocando obrigações de ambas as partes, seria uma forma de o município  pode viabilizar", comentou na reunião.

 

O coordenador do Fórum, Jean Dalmolin, acredita que a reunião foi fundamental para reestabelecer o diálogo entre poder público e sindicatos nas questões relacionadas ao atendimento em saúde dos associados às entidades, prejudicado com o fim dos convênios de exames e médico ainda em 2016.