Sindicatos entregam documento com pedidos ao novo prefeito de Brusque

O Fórum de Entidades Sindicais de Trabalhadores de Brusque e região entregou esta semana um documento a cada um dos seis candidatos a prefeito de Brusque. Trata-se de uma série de pleitos que se referem a temas que vão desde solução de problemas na saúde, vagas em creche e participação das entidades sindicais nas discussões de temas que afetam a cidade, cujos sindicatos pedem atenção especial ao eleito em 15 de novembro.

Os pleitos são fruto da sabatina realizada com os seis candidatos ao cargo no dia 5 de outubro, no Sintrafite. Na oportunidade, eles responderam a perguntas feitas pelos sindicalistas, pela plateia e por cidadãos de todas as regiões da cidade, enviadas previamente à organização. O evento teve transmissão online em mídias sociais e foi acompanhado por dez mil pessoas.

“Queremos o compromisso de que o novo prefeito ouça as entidades sindicais e dê atenção a esses temas, que afetam diretamente toda a classe trabalhadora, que também é formada por cidadãos de Brusque”, comenta o coordenador do Fórum, José Isaias Vechi.

O documento é formado por sete temas. Um deles diz respeito ao fim do convênio entre Prefeitura e sindicatos, ainda em 2015, que permitia que médicos das entidades atendessem pessoas e a sequência dos procedimentos fosse realizada no Sistema único de Saúde (SUS), principalmente com retirada de medicamentos na farmácia básica.

Na avaliação dos sindicatos, o convênio, que existiu desde a década de 1990, desafogava as unidades básicas de saúde ao retirar os cidadãos das mesmas para serem atendidos nos sindicatos pelos médicos destas entidades. O Fórum pede que o novo prefeito reveja a decisão e reative a parceria ou busque, em conjunto com os sindicatos, outra maneira de oferecer o serviço aos usuários.

Confira a relação de pleitos encaminhada aos candidatos:

1 – compromisso de que os sindicatos de trabalhadores serão chamados a participar e ter voz nas decisões de governo que impactarem a sociedade como um todo, tal qual ocorre com as entidades empresariais e de outros segmentos;

 

2 – retomar a disponibilização das cotas de exames via SUS aos sindicatos de trabalhadores, tal qual ocorreu até o ano de 2016 e, não sendo possível naquele formato, buscar verificar em conjunto entre entidades e Prefeitura outra forma que tenha amparo jurídico e permita a reativação do convênio;

 

3 – incentivo fiscal ou medidas que possibilitem a instalação de novas empresas no município, bem como trabalho para a manutenção das já instaladas, com objetivo de manter postos de trabalho e abrir novas vagas de emprego e renda;

 

4 – modernizar as Unidades Básicas de Saúde e implementar ações que desafoguem o atendimento de plantão nos hospitais, como o de Azambuja;

 

5 – na elaboração das regras de constituição de conselhos municipais, assegurar vagas para as entidades sindicais de trabalhadores;

 

6 – ampliação do número de vagas nas creches e ajuste no sistema de plantão destas para auxiliar famílias cujos responsáveis necessitam ter onde deixar seus filhos para trabalhar;

 

7 – ampliação do modelo de creche público-privada, através de parceria entre empresas e poder público para disponibilização de novas vagas.